Fichas de leitura

Nesta página encontram-se todas as fichas de leitura e questões de leitura, com as respetivas respostas, a todos os textos que foram pedidos. 

Ficha de leitura 1:

Capítulo III - Quadro geral das Ciências da Educação- G. Mialaret

Referência bibliográfica:

Mialaret, G. (1980). Quadro geral das ciências da Educação. In G. Mialaret. As ciências da Educação. (2th ed. pp. 46-85). Lisboa: Moraes Editores.

Palavras-Chave:

  1. A história da educação e da pedagógia;

  2. A sociologia da educação;

  3. Educação comparada.

  4. Fisiologia da educação

  5. Psicologia da educação

Breve resumo do texto

Neste capítulo, o autor descreve as várias disciplinas das ciências da educação (a história da educação, a sociologia escolar, a demografia escolar, a economia da educação e a pedagogia comparada). O autor faz uma relação entre o passado destas disciplinas com o presente das mesmas. Faz também uma classificação das ciências da educação, dividindo-as em três categorias:

  • As que estudam as condições gerais e locais da educação;

  • As que estudam a situação de educação e os próprios factos de educação;

  • As da reflexão e da evolução que têm como objetivo central melhorar a educação através do planeamento de estratégias futuras.

Desenvolvimento:

Como referi no resumo do texto, o autor começa por distinguir as ciências da educação em três categorias e fala das disciplinas que se enquadram em cada categoria:

As disciplinas que estudam as condições gerais e locais da educação são:

  • História da educação

  • Sociologia escolar

  • Demografia escolar

  • Economia da educação

  • A pedagogia comparada

As disciplinas que estudam a situação de educação e os próprios factos de educação são:

  • Fisiologia da educação
  • Psicologia da educação
  • Psicossociologia dos pequenos grupos
  • Ciências da comunicação
  • Ciências da didática das diferentes disciplinas
  • Ciências dos métodos e técnicas 
  • Ciências da avaliação

As disciplinas da reflexão e da evolução são:

  • Filosofia da educação
  • As ciências que se voltaram para o futuro

Estas são algumas definições que o autor faz ao longo do texto e sobre várias disciplinas:

  • A história da educação e da pedagogia: é uma das disciplinas mais antigas sendo, assim, uma das mais desenvolvidas;

  • A sociologia da educação: a sociologia da escola situa-se a dois níveis: o da escola na sociedade e o da escola enquanto sociedade;

  • A demografia escolar: a instituição escola está povoada de alunos e o estudo destas populações é de grande importância para compreender como funciona o sistema educativo nesse ponto de vista;

  • A economia da educação: uma instituição não pode funcionar sem que lhe seja atribuído um orçamento;

  • A educação comparada: não se podia compreender bem alguma coisa ou um fenómeno por comparação com outras coisas ou outros fenómenos.

Reflexão crítica:

Neste texto está presente as várias formas de organização das disciplinas da educação, então conseguimos perceber como se organiza a educação e em que disciplinas se baseiam. A alternância e comparação entre o passado, o presente e o futuro dá-nos uma perspetiva do que já foi a educação, como é atualmente e o que podemos esperar das Ciências da Educação.

Achei bastante interessante a leitura e análise deste texto, pois nunca me tinha apercebido o quão complexa é a educação. Esta complexidade deriva da procura de várias disciplinas e esta complexidade é o que faz com que a educação seja algo único, mas ao mesmo tempo algo partilhado por várias disciplinas.

Questões de Leitura:

1. Como é que se organiza a classificação das ciências da educação do autor do texto? Quais os critérios?
R: As ciências da educação organizam-se em três grandes grupos (Mialaret, G., 1980) começando pelas ciências que se encarregam das caraterísticas da educação. Os critérios deste grupo são definidos ao nível dos aspetos locais e gerais das instituições escolares. Este engloba a história da educação que permite compreender a evolução e mudanças educacionais entre o passado e o presente. Engloba também a sociologia da educação que é orientada por várias abordagens o que permite analisar o impacto do aspeto social na análise e determinação das situações educativas. Por sua vez temos a demografia escolar, que estuda as populações a nível da instituição, medindo as manifestações de escolarização. Um outro critério que faz parte desta ciência é a economia educacional, que se encarrega da atribuição e gestão dos recursos financeiros de modo a levar a cabo o bom funcionamento da instituição. Por fim como parte dos aspetos locais e gerais temos a educação comparada, cuja preocupação são as políticas educativas de acordo com a cultura e o país.
O segundo grande grupo está organizado pelas ciências que estudam as situações e os factos da educação, de forma a compreender e aperfeiçoar as técnicas educativas. Este grupo divide-se em quatro aspetos, sendo que o primeiro analisa as caraterísticas da ação educativa sob diversos ângulos disciplinares. O segundo encarrega-se das técnicas didáticas e dos programas escolares, ou seja, sobre o conteúdo dos mesmos. O terceiro aspeto é organizado de acordo com as ciências dos métodos e técnicas pedagógicas, ou seja, a ciência que executa a procura das respostas às perguntas sobre os melhores métodos e técnicas a aplicar de modo a obter uma resposta educativa positiva. Por fim, como último aspeto é considerado as ciências da avaliação, ou seja a ciência que estuda as diferentes formas de avaliação e o comportamentos de examinadores e examinados perante estas situações. 
Por fim, o último grande grupo é designado como as ciências da reflexão e do futuro, ou seja, são as ciências que permitem planear e aplicar a educação e as pedagogias a utilizar na mesma. As ciências do futuro permitem prever o impacto na vida social que uma dada pedagogia terá. Dentro deste grupo existe a filosofia da educação que serve para pensar os fins da educação de modo a investigar o seu potencial.

2. Escolha três das disciplinas das ciências da educação referidas pelo autor e caracterize-as. Quais as razões da sua escolha?
R: Primeiramente escolhemos a história da educação pois de acordo com o autor (Mialaret, G., 1980) é impossível compreender os fenómenos educacionais atuais sem um contexto do passado, permitindo uma compreensão ativa da evolução dos mesmos. Esta por sua vez abrange vários ramos como a história do pensamento pedagógico, que analisa os conhecimentos pedagógicos e a sua evolução ao longo do tempo e numa dada época. Em seguida apresenta-se a história dos factos e das instituições educacionais que é definida como a parte transformadora da história, na qual esta analisa as doutrinas ensinadas pelas instituições ao longo do tempo e analisa como estas transformaram os factos. O terceiro ramo da história da educação trata-se da história dos métodos e técnicas pedagógicas na qual é analisada a evolução dos materiais escolares e dos métodos de aprendizagem. Por último temos a história das instituições pedagógicas que trata a evolução das condições das instituições e as suas mudanças. 
Como segunda escolha, temos a psicologia da educação, que é definida como um conjunto de análise psicológica do sistema escolar, desde o estado psicológico dos indivíduos até às técnicas aplicadas pelas instituições. A razão desta escolha reside no facto da psicologia da educação ser fundamental para o aperfeiçoamento das técnicas de ensino e para assegurar a integração do educando. Esta divide-se em dois tipos sendo a psicologia estática cujo objetivo é analisar os resultados da ação educativa no indivíduo, enquanto que a psicologia da ação estuda as interações do indivíduo com o meio escolar. 
Por fim escolhemos a filosofia da educação, uma vez que é necessário pensar em como alcançar o máximo potencial educativo, algo que remete para a filosofia da educação pois esta trata dos princípios necessários para a existência da própria educação. O seu objetivo é clarificar problemas e esclarecer dilemas relativos ao ato de educar.

Ficha de leitura 2: 

Manual de Investigação Qualitativa em Educação- João Amado

Referência bibliográfica:

Amado, J. (2013). Fundamentos da investigação qualitativa em educação. In Manual de Investigação Qualitativa em Educação (pp. 17-32). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.

Palavras-Chave:

  1. Investigação em educação;
  2. Paradigma hipotético-dedutivo;
  3. Paradigma fenomelógico-interpretativo;
  4. Paradigma sócio-crítico;
  5. Racionalidade complexa.

Breve resumo do texto:

Este texto fala sobre a investigação em educação e os seus paradigmas. Os autores vão dar um conceito de educação, vão fazer uma caracterização dos inúmeros paradigmas que esta investigação apresenta e vão falar sobre os paradigmas hipotético-dedutivo e fenomenológico-interpretativo. Está também presente neste texto uma caracterização do paradigma sócio-critico. No final há uma abertura para uma breve reflexão sobre a racionalidade complexa. Na parte que tínhamos de ler e analisar os autores ficam apenas pela tentativa de definição do conceito de educação.

Desenvolvimento:

O primeiro ponto abordado pelos autores refere-se ao conceito de educação. De início dizem que investigar educação, não é o mesmo que investigar outra área do social, pois o fenómeno educativo é algo bastante especifico, então os autores propõem-se a esforçar-se para compreender o que é educação e qual a natureza do ato educativo. 

Deparam-se com a dificuldade que é definir o conceito de educação, pois este conceito está diretamente relacionado com outro que é o conceito de ser humano. O conceito de humano é considerado pelos autores algo mais central e fundamental que o conceito de educação, pois o ser humano é o sujeito da educação. Como é citado no texto ''o especifico do homem é a sua dimensão moral'' (Simões, 2007:45), esta dimensão moral é algo que assenta na concepção do homem como um ser livre, autónomo, cooperante e responsável pelo seu destino, já a educação é que trabalha para a realização moral do ser humano. 

Existem várias definições de educação, mas em todas elas parece haver a ideia de que a educação é uma caminhada onde o ser humano se aperfeiçoa com a ajuda de outros seres humanos. A educação promove o desenvolvimento individual, social e cultural é uma dinâmica da qual resulta a socialização (quer seja o tipo de relação que cada ser humano tem entre si, tipo de oportunidades históricas, entre outros). 

Para conhecer em pleno a complexidade da ação educativa é necessário uma perspectiva de vários planos: o plano filosófico, o plano científico e o plano praxeológico. No plano filosófico, são colocadas questões sobre o sentido do humano, da vida e dos valores que a educação assenta. É ao plano filosófico que cabe pensar, analisar e propor os objetivos que poderão ajudar nesta caminhada de aperfeiçoamento. 

No plano cientifico, as questões que são colocadas têm como objetivo um melhor conhecimento dos sujeitos educativos envolvidos. Admite-se que no campo educativo há fenómenos de diferente origem e natureza. 

No plano praxeológico, as questões são sobre as decisões que o educador tem de tomar no ''terreno'' ou seja tudo tem a ver com o planeamento e preparação do seu trabalho. Insere-se neste plano a investigação realizada sobre as práticas.                                                                 Depois de analisar os três planos, os autores optam por falar apenas do plano científico até ao final do texto lido.

Reflexão crítica:

A investigação da educação, pelo que aprendi neste texto, é algo bastante complexo que passa por vários problemas e várias questões. O próprio conceito de educação, em si, é um problema para os investigadores. Mesmo sendo um tema complicado, a investigação da educação é algo que nos dá uma nova perspectiva da educação e de como podemos aprender através da educação. Envolve vários temas e planos de investigação que não conhecemos, mas na minha opinião este texto pode ser diretamente comparado com a complexidade da educação pois são ambos complexos, mas com uma análise cuidada conseguimos entender os fundamentos e objetivos quer da educação, quer do texto.

Questões de leitura:

1. Identifique e explicite os conceitos de educação presentes no texto?

R: Segundo o texto, a educação é referida como um fenómeno de grande especificidade, a palavra tem vários significados e está interligada com a figura central que é o ser humano, uma vez que o ser humano é o sujeito da educação, na ação de aprender ou de educar.

No texto a educação remete a processos e práticas de carater objetivo e/ou subjetivo ao ser humano, em diversos aspetos, como por exemplo, espirituais, morais, cognitivos, sociais, culturais, vocacionais, artísticos, etc. A educação leva o individuo ao aperfeiçoamento destes aspetos, a responder e a melhora-lhos. O autor do texto tenta formular uma definição para o conceito de educação, através de conceitos formulados por outros autores, encontrando um aspeto em comum entre todos, que é o facto da educação ser vista como o aperfeiçoamento do ser humano.

Alguns desses autores denominam a prática de educar como um ato de libertação (liberdade interior), a fim de cada individuo conhecer-se a si mesmo, e a sociedade onde está inserido, estes autores também entendem que a educação é uma capacidade em prevenir o mal.

No texto a educação, também é, um conceito coletivo, na medida em que graças a ela é possível existir mudanças socias e culturais. As práticas e processos educativos constituem um triangulo em que no meio está o ser humano e em cada vértice a educação, a cultura e a sociedade.

Em suma a educação promove o desenvolvimento individual, social e cultural, na medida a que oferece a cada ser humano um património comum, estando em constante adaptação, renovação e promove o desenvolvimento intelectual de cada individuo. O texto considera três planos para compreender-mos melhor a complexidade da educação: o filosófico (analisa e propõe metas e objetivos que orientam o processo ao (auto) aperfeiçoamento da educação), o científico (analisa de forma crítica os pressupostos, as condições, as intenções e o resultado das práticas educativas) e o praxeológico (questiona as decisões tomadas na área pelo educador e pelo decisor politico relativamente a práticas educativas do quotidiano).


2- Com base no texto elabore uma conceção de educação.

R: A educação pode admitir diversos significados, contudo, na nossa prespetiva, a educação é um percurso que acompanha o ser humano durante toda a sua vida, levando-o ao aperfeiçoamento intelectual, social e cultural.

No entanto, este aperfeiçoamento não é feito sozinho, é acompanhado pela escola e pela família, assim como por todo o meio em que a pessoa está inserida.
O processo educativo é contínuo e está diretamente ligado aos conceitos de pedagogia, responsável pelo ato de educar, instruir, disciplinar e construir novos conhecimentos
.


3- Quais os paradigmas de investigação abordados no texto? Que implicações têm nas ciências da educação?

R: Os paradigmas mencionados no texto são dois:

  • hipotético-dedutivo ou nomotético: tem como função explicar.

  • fenomenológico-interpretativo ou ideográfico: tem como função interpretar.

Os dois paradigmas ajudam as ciências da educação a aplicar meios e métodos de aprendizagem, procurando explicar (paradigma hipotético-dedutivo ou nomotético) e interpretar (paradigma fenomenológico-interpretativo ou ideográfico) a complexidade e multireferencialidade de fenómenos educativos, e, ao mesmo tempo, conduzir ao aperfeiçoamento da teoria e das práticas educativas.


Ficha de leitura 3:

Professores imagens do futuro presente- A. Nóvoa

Referência bibliográfica: 

Nóvoa, A. ( 2009). Educação: 2021: para uma história do futuro. In A. Nóvoa. Professores imagens do futuro presente. (pp.69-92). Lisboa: Reográficas artes gráficas.

Palavras-chave:

- Formação de professores;

- Ser um bom professor;

- Desigualdades escolares;

- Propostas de melhoramento.

Breve resumo:

Este texto divide-se em 4 capítulos. No primeiro capítulo o autor antecipa algumas das suas conclusões em relação à obra. O segundo capítulo está baseado na questão "o que é um bom professor?". No terceiro capítulo o autor elabora os seus pensamentos mais incômodos. No quarto capítulo o autor tenta compreender como o passado está inscrito no presente e como o futuro já pode estar no presente.

Desenvolvimento:

Como disse em cima no primeiro capítulo o autor antecipa algumas das suas conclusões em relação à obra como por exemplo a emergência da participação dos professores nos discursos públicos e formulação de currículos; a necessidade de colaboração entre as escolas e as sociedades; a obrigatoriedade do ensino; a necessidade da formação dos professores estar mais próxima da realidade escolar e dos problemas encontrados na prática. 

O segundo capítulo foi baseado na questão "o que é um bom professor?" onde o autor tenta responder a essa questão. Para conseguir responder coloca cinco requisitos que são essenciais à definição dos professores nos dias atuais. Esses cinco requisitos são o conhecimento, a cultura profissional, a habilidade pedagógica, o trabalho em equipa e o compromisso social. Com base nestes requisitos Nóvoa desenvolve cinco propostas para inspirar a renovação dos programas e práticas da formação docente: práticas, profissão, pessoa, partilha e público.

No terceiro capítulo o autor vai elaborar os seus pensamentos mais incômodos que irão permitir antecipar os caminhos que levarão ao futuro presente. O autor expõe a acumulação de funções das instituições passando da missão de um ensino comprometido com a aprendizagem para a educação apenas destacando que atualmente a escola possui uma missão de educação globalizadora.

No quarto e último capítulo o autor vai tentar compreender como o passado está inscrito no presente e como o futuro já pode estar no presente. O autor fala sobre a escola em duas realidades: onde os ricos têm acesso a escolas voltadas para o ensino e os pobres para a educação, fazendo assim com que seja impossível a igualdade de oportunidades de ambos. O autor conclui o capítulo apresentando três principais pensamentos como meio de sugerir ações no presente que levem a um cenário no futuro mais adequado. 

Estes pensamentos/propostas são a educação pública, escolas diferentes; escola centrada na aprendizagem e espaço público de educação: um novo contrato educativo.

Reflexão critica: 

Neste texto podemos ver a importância que o autor dá à formação de professores e o quão bom os professores precisam ser para poderem educar. Este texto tem várias propostas para o futuro e também como o próprio futuro já está no presente e também como o passado está inscrito no presente. Através do texto conseguimos perceber também que ainda existem várias desigualdades nas escolas e que deve-se mudar esses pensamentos.


Questões de leitura:

1. O autor refere-se a três momentos dos sistemas educativos, identifique e clarifique esses momentos
R: A consolidação e difusão do modelo escolar (1870), a educação nova e pedagogia moderna (1920) e a desescolarização da sociedade (1970), são os três momentos dos sistemas educativos referidos no texto, pelo autor. 
O primeiro momento histórico (1870) corresponde à consolidação do modelo escolar, tendo sido a partir daí que começou a existir uma nova visão, mais organizada, acerca da educação até aos dias de hoje. Este modelo é considerado como a única forma concebível e imaginável de assegurar a educação das crianças. No século XIX o modelo escolar generaliza-se através da escolaridade obrigatória.
O segundo momento (1920) refere-se à educação nova e à pedagogia moderna, afirmando que a escola, ao longo dos anos, obteve vários tipos de conhecimentos (psicológicos, sociológicos, médicos, etc.). Contudo, a escola deveria focar-se na aprendizagem formal das crianças e tem vindo a desviar-se cada vez mais do seu objetivo inicial (o educativo e a aprendizagem). 
Por fim, o terceiro momento (1970) aborda o tema "desescolarização da sociedade" que ocorre devido ao surgimento e crescimento da educação em geral. Este tema nasce através de movimentos e correntes que combatem este tipo de escolarização, e onde o modelo escolar é posto em causa existindo uma procura da abertura da educação a todos os tempos e em todas as dimensões da vida. 

2. Que evoluções se destacam no texto em cada momento?
R: No primeiro momento são destacados três cenários de evolução dos sistemas de ensino visíveis no texto. O primeiro direciona-se para o regresso da expansão do ensino doméstico que é desenvolvido através de redes familiares e que tem como objetivo ensinar o estudante num meio diferente (em casa, em vez da escola). 
O segundo cenário baseia-se na definição de educação como "bem privado", afirmando que o Estado deveria, por um lado, apenas divulgar e criar mais serviços educacionais, permitindo aos pais a possibilidade da escolha de qual a melhor escola para os seus filhos. Por outro lado, o estado deveria financiar a educação de pessoas desfavorecidas, em vez de promover lógicas de competição entre as escolas e a educação. 
O terceiro e último cenário assenta na importância das novas tecnologias, sendo estas uma forma completamente diferente do ensino tradicional, promovendo assim a individualização do ensino, o que facilita a aprendizagem e pedagogia do estudante. No segundo momento são referenciados dois cenários evolutivos: 
O primeiro, designado "a escola no centro da coletividade", relaciona-se com as diversas funções que a escola assume, atribuindo à mesma as responsabilidades da família, uma vez que esta não tem capacidade para assegurar as condições necessárias ao desenvolvimento da criança. 
O segundo cenário, "a escola como organização centrada para a aprendizagem", apela à importância da aprendizagem nas sociedades do século XXI, dando exclusividade ao ato de ensinar e não assumindo a multifuncionalidade da escola que foi referida acima. 
Finalizando, no terceiro momento existe uma evolução marcada também por três cenários: O primeiro baseia-se na substituição das estruturas escolares, no sentido da valorização de um conjunto de espaços e de instituições sociais. 
O segundo cenário refere-se às políticas na educação, tendo em conta que esta tem como principal objetivo a formação de pessoas para o mercado de trabalho. Por fim, o terceiro cenário remete para a necessidade de realçar o verdadeiro papel da escola, que é focar-se unicamente na aprendizagem e não assumir outros papéis. 

3. O que defende o autor do texto para a "educação do futuro"? 
R: O autor do texto refere duas propostas para a educação do futuro. Para o autor, a escola tem de ser vista como um bem público a que toda a sociedade tenha acesso, defendendo a ideia de que a escola é um lugar para todos e que tem de ser adaptado aos diversos tipos de realidades sociais. A segunda proposta para contribuir para a educação no futuro é que todas as crianças tenham uma base comum de conhecimentos, uma vez que a escola se encarregou de vários papéis fora do contexto escolar inicial (como por exemplo a sexualidade, os diversos tipos de comportamento, etc.) acabando por se desviar da sua verdadeira missão: dar às pessoas o conhecimento e as capacidades que necessitam para o futuro.


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